segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Emenda promete amordaçar a rede nas eleições


Punição por mensagens na internet ofensivas à imagem de candidatos e partidos não vale para pessoas comuns, afirmou Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Prevista na “minirreforma eleitoral” aprovada pelo Congresso, a criminalização da difusão de mensagens políticas na internet tem o objetivo de coibir somente a ação de grupos remunerados montados para atacar candidatos e partidos rivais nas eleições. Não há intenção de tornar crime a disseminação de mensagens por parte de pessoas comuns. É o que diz o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), autor do mecanismo incriminador incluído na minirreforma.
O dispositivo foi objeto de reportagem publicada na quarta-feira 27 pelo site de CartaCapital. Na sexta-feira 29, a reportagem foi procurada por assessores do gabinete do senador. Cunha Lima queria esclarecer qual era o propósito dele ao propor que a criminalização fosse introduzida na minirreforma.
O foco, diz o gabinete, são organizações formadas por ativistas profissionais criadas com o objetivo de espalhar, na internet e nas redes sociais, conteúdo prejudicial à honra e à imagem de adversários.
De acordo com o dispositivo proposto por Cunha Lima e aprovado pelo Congresso, o disseminador remunerado pode ser penalizado com multa variável entre 5 mil reais e 30 mil reais e com prisão de seis meses a um ano. Já quem o contratou seria punido com multa de 15 mil reais a 50 mil reais e com prisão de dois a quatro anos.
O maior rigor contra o contratante deve-se ao fato de que é este o grande alvo de Cunha Lima. “A emenda estabelece punição para um crime específico, que é o de contratar, mediante pagamento, grupos de pessoas com a explícita finalidade de ofender, denegrir e caluniar candidatos, partidos ou coligações”, diz o gabinete em correio eletrônico enviado à reportagem.
Não há intenção, diz o gabinete, de censurar a liberdade de expressão, as redes sociais, o direito de opinião, o Estado democrático de direito e a livre manifestação dos cidadãos.
 A possibilidade de a criminalização das ações virtuais levar à censura foi apontada pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho. Para ele, da forma como o texto foi votado pelos parlamentares, a difusão de notícias verdadeiras estará ao alcance de punições.
 A minirreforma tem de ser sancionada ou vetada pela presidenta Dilma Rousseff até o fim da primeira quinzena de dezembro.
O projeto remetido à sanção pode ser lido aqui: http://legis.senado.leg.br/mateweb/arquivos/mate-pdf/141462.pdf
Texto disponível em http://www.cartacapital.com.br/politica/minirreforma-criminaliza-acao-politica-virtual-9860.html, De André Barrocal, publicado na Carta Capital.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

FIFA é indicada a prêmio de pior empresa do mundo em 2014


Segue conteúdo do release que recebi ontem. Não ia postar mas percebi que a grande mídia ignorou completamente... 

Entidade é acusada de incentivar violações de direitos e mau uso de dinheiro público. Internautas podem pode votar pelo site. Resultado sai em janeiro.

A menos de um ano da Copa do Mundo no Brasil, a FIFA, entidade máxima do futebol, foi indicada a um prêmio um tanto inglório: a pior empresa do mundo. O anúncio foi feito pelos organizadores do Public Eye Awards, conhecido como o "Nobel" da vergonha corporativa mundial, que já abriu votação pela internet para eleger o ‘vencedor’. O resultado será anunciado em janeiro de 2014. O site para votar é o http://publiceye.ch/pt-pt/case/fifa.

Até agora (29/nov), o site já contabilizou 7499 VOTOS PARA ESTE CASO SENDO 3758 do BRASIL

A indicação da FIFA surge após a onda de manifestações que tomou conta do país durante a Copa das Confederações. A entidade presidida por Joseph Blatter é acusada de incentivar violações de direitos e mau uso de dinheiro público nos países que recebem o megaevento, em favorecimento de empresas parceiras e com anuência de governos locais.

A candidatura foi proposta pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP), rede que reúne movimentos e organizações sociais em todas as cidade-sede da Copa de 2014. Só no Brasil, a ANCOP contabiliza, por exemplo, cerca de 250 mil pessoas despejadas de suas casas ou ameaçadas de despejo em função de obras relacionadas com a Copa do Mundo.





O Plublic eye - Criado em 2000, o Public Eye Awards é concedido anualmente no Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos, sempre em janeiro. A corporação 'vencedora' é escolhida por voto popular em função de denúncias de problemas sociais, ambientais e trabalhistas. Em 2012, a mineradora brasileira Vale foi eleita pelo público por violações de direitos humanos e impactos ambientais causados por suas operações. Por razões similares, a Shell foi a eleita de 2013. Para o ano que vem, a FIFA concorre com empresas como o banco HSBC, a loja GAP, a petrolífera Gazprom e a produtora de sementes e agrotóxicos Syngenta.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um estupro a cada 12 segundos!

Então são 2.628.000 estupros por dia?





Morreu mas passa bem

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