sexta-feira, 1 de junho de 2012

Poema das horas



Ah! Sim!
As horas! Tantas...
Horas são fardos
Que minha garganta
Não sabe esperar

Segundo após segundo sofro
A agonia da morte
Em células minhas
Que me deixo pilhar

É como respirar embaixo d´água
Olhar os minutos a passar
E nada desta enfadonha
vida terminar

e de repente sinto um
brisa passando
sorvo o ar, preencho meus pulmões
arfando
olho o relógio e
recomeço a contar.



*Acho que escrevi em 2007

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