A sensação é de estar de volta à escola, num dia de debate, com mais 50 crianças gritando junto com você. Os vereadores do Rio de Janeiro fazem de tudo enquanto as votações se arrastam. Telefone, internet, bate papo, perambulação. Parece que eles têm formigas nas cadeiras. Poucos param quietos. A maioria nem olha na direção de quem está falando. A impressão de desordem foi inevitável.
Visitamos o Cerimonial. Uma senhorinha, professora primária, dirige as relações da Casa do Povo. Nos serviu suco de pacotinho, e exibiu os brindes com que presenteia os visitantes. Claro que ela precisa de mais verba. Claro que ela se ocupa de colocar um grande arranjo de flores de plástico na grande mesa de madeira inestimavelmente cara. Vendo o folder que ela mesma produziu, o pensamento foi impossível de evitar: e por que diabos não mandou um briefing para o departamento de comunicação? Estava toda ocupada com a visita de um cônsul, que mudou de país duas vezes. Tomara que ela não confunda a nacionalidade no tête-à-tête com o diplomata.
E quando a hora chega, não tem quem segure as Excelências dentro do Plenário. Como recreio de colégio, todos debandam. Por pouco o Presidente não encerra a Sessão sozinho. Não perca: de terça a quinta, com o dinheiro dos nossos impostos, no Palácio Pedro Ernesto –Cinelândia. Ou na TV Senado. Como preferir.